No Rio Grande do Sul ocorrem duas espécies de bugios: o bugio-ruivo (Alouatta guariba) e o bugio-preto (Alouatta caraya). O bugio-preto é um primata neotropical que habita os bosques de galeria e pequenos capões de mata (florestas fragmentadas) das regiões da Campanha, das Missões e do Planalto Médio do Rio Grande do Sul. O macho é preto enquanto a fêmea e os filhotes têm uma coloração que varia do bege ao castanho claro. Os filhotes, enquanto pequenos, andam agarrados nas costas da mãe. Apresentam um desenvolvimento do osso hióide, que funciona como amplificador das vocalizações, sendo assim possível escutá-los a longas distâncias. São animais de hábitos arbóreos e florestais, vivendo em bandos que variam de quatro a 13 indivíduos. Alimentam-se, basicamente, de folhas, podendo ingerir flores, frutos, brotos e sementes. Pacíficos e pouco ativos, passam grande tempo do dia descansando. O desmatamento ameaça a sobrevivência dos bugios de diferentes maneiras. A mais evidente é a retirada da vegetação, o que restringe seus ambientes a pequenos fragmentos isolados.