"Projeto belíssimo e digno de reconhecimento. Parabéns, a todos aqueles que se empenham e acreditam que conservar o meio ambiente sem deixar para traz o crescimento do capital é possível através do conhecimento e um pouquinho de boa vontade. Viva a divulgação 3C.* Criativa, Consciente e Confiável!!!"
O projeto Amanhã Mais Feliz é amplo e vai muito além de reciclar e reutilizar. O ponto de partida é a Central de Triagem de Resíduos Sólidos Industriais (RSI), para onde são destinadas 250 toneladas de RSI/mês, gerados no processo produtivo das 93 empresas filiadas à entidade. Na Central tudo é revisado, pesado, cadastrado e prensado. Este processo é controlado por um moderno software, que identifica a origem de cada item, apontando inclusive se as empresas estão fazendo aproveitamento total de seus materiais. Quando há desperdício elas são comunicadas.
Na seqüência, os resíduos são encaminhados às empresas recicladoras, gerando renda para o Sindicato. Verba que é reinvestida no projeto e em ações sociais em benefício da comunidade local. Cerca de 68% são reaproveitados. Índice muito superior a média nacional, que hoje é de 2,33%, de acordo com estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos - ABRELPE.
Não existe tecnologia de reciclagem para alguns itens, como o couro. Estes são direcionados ao Aterro de Resíduos Industriais Perigosos - ARIP - construído dentro das mais rigorosas normas técnicas e de segurança. Lá, são acondicionados de forma seca. Ou seja, não contaminam o solo ou a água e podem, há qualquer momento, serem retirados para reaproveitamento.
Este ano o Sindicato conquista uma nova fase. Está finalizando a construção de um prédio próprio para abrigar sua Sede Administrativa, a Central de Triagem de Resíduos Sólidos Industriais, Salas para Cursos e Oficinas de Educação Ambiental, Centro de Eventos e Centro Tecnológico. Uma infra-estrutura de três mil metros quadrados de área construída e mais dois mil metros quadrados de terreno. A parte externa contempla um banhado, que será utilizado para visitação, onde os técnicos do projeto mostrarão a importância deste tipo de bioma aquático.
Esta ampliação atende os requisitos de um empreendimento sustentável: ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. "O sucesso do projeto pode ser aferido por diversos índices, mas, neste momento, podemos salientar a sustentabilidade econômica, pois o custo da obra deste novo prédio será auto financiado em 12 anos, com renda proveniente da comercialização de resíduos sólidos recicláveis.", salienta o presidente do sindicato, Analdo Slovinski Moraes.